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Erick RodriguesOffline

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Sobre a vida e afins (Free fall)

Percebe-se que a natureza do cinema de nicho tem crescido exponencialmente nos últimos anos. Talvez nem tenha crescido, e sim dada mais importância para a mesma. Free fall é um filme de amor, não é um filme de romance LGBT. É um filme de amor. Ele joga fora o amor romântico de Hollywood e trás o puro sentimento. Um filme independente alemão de 2013, onde se trata da historia de um casal que se forma pelo embate de dois alunos da academia de policiais da Alemanha. Marc é nosso protagonista casado, filho exemplar, padrão de “homem”. Kay é nosso antagonista, focado, persistente, rebelde. Ele é um antagonista, mas não posso dizer a que, pois você mesmo tem que ver para notar.   O enredo vem montando tudo de uma forma curiosa. O ambiente da família de Marc é sempre relacionado à esperança cega no filho/marido. Kay vira um escape, ele acaba se tornando inicialmente um alivio de tensão sexual, e não um amante. Marc para Kay inicialmente é sexo fácil, mas a amizade dos dois começa a deslanchar. Convites são feitos, olhares são notados e é ai que a historia realmente começa.   O bom de Free Fall é o relacionamento dos dois no meio em que vivem. Em plena Alemanha que ainda é um país muito preconceituoso, muito machista. Marc se vê em um empasse entre em ser o que todos esperam e a desconstrução para poder ficar com o outro. É por isso que falo que é um filme de amor, mas é um amor mais intimista. Os atores Hanno Koffler – Marc e  Max Riemelt – Kay (Wolfgang de Sense8) fazem com perfeição um bom casal escondido e com problemas, pois são um casal problemático.  Amor é como uma sementinha de feijão que plantamos no primário. Se não cuida morre, se sufocar morre e é desse jeito que os fatos vão se desenvolvendo. Entre trancos e barrancos a historia enfrenta o preconceito da família, o preconceito no trabalho, a falta de força pra amar e a espera. Inicialmente pelo sexo, o desenvolver pelo companheirismo e medo e finaliza em um estilo torto de libertação. Free fall não é um filme apenas de nicho, ele é um filme pra quem gosta de sair da romantização hollywoodiana para algo mais singelo.   O filme é independente e está na Netflix para quem quiser aprecia-lo. Ganhador de inúmeros prêmios (cinco deles de melhor diretor) e atualmente está sendo feita uma catarse para a feitura de sua continuação e que pelo amor tenha. É um longa para você pensar e raciocinar no amor e no convívio família, seu problema é em como se conta os fatos…tem um estilo de cortes estranho e tem que ser visto com cautela para notar todos os fatos. Queda livre (seu nome no Brasil) é um bom filme contado de maneira torta para pessoas tortas que cansaram da paixão sem problemas, sem discussões. É para aqueles que gostam do real. Que caem em queda livre para uma boa metragem. É um filme de amor real.  Um beijo dos cabelos inconstantes.  Nota: 7,8 

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As crônicas do matador do rei – O nome do vento 

Quanto tempo demoraria para você contar a historia da sua vida? Uma ou duas horas? Para vidas bem vividas talvez nem em anos conseguisse contar todos os fatos, mas para Kvothe eram três dias. Um cronista acha uma lenda vida e o convence a contar sua historia e saber o peso da realidade que é trazida com ela.   “Meu nome é Kvothe, com pronúncias semelhantes à de “Kuouth”. Os nomes são importantes, porque dizem muito sobre as pessoas. Já tive mais nomes do que alguém tem o direito de possuir”. (Cap. 7, Sobre os primórdios e os nomes das coisas).  As crônicas do matador do rei foram criadas pelo louco barbudo conhecido como Patrick Rothfuss, seus livros contam a historia de Kvothe em toda sua vida até o ponto de onde ele esta contando para um cronista que descobre onde ele estava escondido. Kote ou Kvothe é o famigerado assassino do rei que tem sua vida encoberta de intrigas, grandes magias e acontecimentos que fariam um menestrel chorar. Não é qualquer um que conta, ele é conhecido como “Umbroso, Dedo-Leve, Seis-Cordas, Sem-Sangue, O arcano e finalmente o Matador do rei”.  “Para que a história seja algo parecido com o livro de minhas proezas, devemos começar do princípio. Do cerne de quem realmente sou. Para isso, você precisa se lembrar de que, antes de ser outra coisa, fui um dos Edena Ruh.” (Cap. 8, Ladrões, hereges e prostitutas).  No primeiro livro somos transportados para a infância do pequeno protagonista (ele é realmente baixinho) que foi criado em uma família de Edena que melhor traduzido ficaria como os nossos circenses. Um lar muito envolto por arte, sabedoria e principalmente música (a música é o grande amorzinho desse livro) em sua infância. Ele é uma criança extremamente curiosa que se vê instigada quando um arcanista se junta a sua trupe, o arcano é a pessoa formada na Universidade do país, que é um enorme complexo de prédios onde são juntadas as mais diversas variações de profissionalizações de um arcanista.   Envolvendo-se com esse arcanista e mesmo após sua saída ele continua a querer aprender cada vez mais, mas ele acaba sendo envolto por um trauma: o assassinato de toda sua trupe. Os assassinos dos seus pais não são qualquer um, eles são os mais temidos demônios das lendas de onde vivem, eles são o chandriano. Sempre envoltos por mistérios e chamas azuis acabaram por matar todos e assim despertando a dor em uma criança que se vê sem nada na vida.  “Quando na lareira azula o fogo, O que fazer? O que fazer? Correr para fora e se esconder  Negros como o corvo os olhos dele a luzir Para onde fugir? Para onde fugir? Perto e longe se encontrarão. Logo, logo aqui estão.  Viu um homem que rosto não tem Andar qual fantasma aqui e além? Qual é o plano? Qual é o plano?                                                   Chandriano. Chandriano.”  Após isso ele se perde do mundo (tem uma cena que ele está na floresta que ele tenta se afastar da dor começa a tocar o alaúde de seu pai até as cordas se partirem, ate seus dedos esfolarem e se cortarem e até não ter mais lagrimas para correr sobre seu rosto). Logo após nos somos transportados para sua fase “morador de rua”, onde tudo faz com que ele vire um delinquente (e ele é um pouco), mas a bondade ainda existe nele enquanto ajuda outras crianças com apenas o ímpeto de ajudar, pois mesmo tendo esquecido todos os sonho ele ainda continua sendo uma boa pessoa.   Afastado da vida e até mesmo da sua musica ele finalmente acorda e vai de encontro à Universidade, onde lá faz o teste e adentra para estudar e procurar informações sobre o chandriano, pois ele tem um desejo latente de vingança contra o grupo. Sua maior curiosidade dentro da Universidade além do arquivo (mais de ¾ de milhão de livros) é a arte da nomeação, uma arte que diz o seguinte: quando se sabe o nome de alguma coisa, seu real nome…Você a controla e ele ouviu o nome do vento quando era pequeno (dai o nome do livro) e vai atrás de aprender e se envolve com o nomeador mor da universidade, Professor Elodin.  “O Arquivo continhas respostas, e eu tinhas muitas perguntas…”. (Cap 36, Menos Talentos).  Elodin é um louco que no mínimo beira a genialidade. Faz cada merda com Kvothe que você chora de rir, mas fica intrigado com a real mensagem por traz de tudo aquilo. É maravilhoso ler as cenas dos dois.  Mesmo dentro da universidade nos encontramos com diversos personagens decorrentes que fazem da historia ainda mais divertida e intrigante, como por exemplo: o IDIOTA Ambrose Dazno, que é o “antagonista” acadêmico do nosso jovem protagonista; Auri, a pequena e solitária refugiada que vive nos encanamentos do local (que já tem um livro para chamar de seu); Devi a agiota e muitos outros que não me convém dizer aqui, pois quero que vocês leiam e descubram.   Os quatro cantos da civilização do livro são envoltos por magia, música e mistério em tudo. É aquele nada típico romance que todo mundo sonha em escrever na vida que Patrick oferece para todos lerem, eu sinceramente recomendo muito esse livro pela narrativa, historia muito bem feita e a poesia totalmente envolta no decorrer da historia que é como você estivesse em uma taverna escutando tudo sendo contado por um menestrel enquanto bebe um bom vinho ou uma boa cerveja.   Sabe, o nome do vento entrou para a minha lista de melhores livros lidos na minha vida até agora, é aquele livro que você acaba guardando no coração do tanto que mexeu contigo. Já são milhares de livros vendidos em seus três volumes publicados onde são o nome do vento, o temor do sábio e o spin-off da Auri chamado de a música do silêncio. Todos publicados pela editora arqueiro, leiam meus caros.   Um beijo dos cabelos de fogo.   Nota: UM FUCKING 10! 

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Os 13 Porquês – Jay Asher

Por Thayane Ferreira Os 13 porquês, livro do escritor Jay Asher, foi publicado em 2007 e tive a sorte de encontrar essa pérola em 2012 na biblioteca da escola escondido em meio aos vários livros sobre princesas. A primeira vista até parece ter sido escrito por Agatha Christie, cheio de mistérios e pontos chaves surpreendentes.  O livro me faz lembrar um pouco do filme ‘’A Girl Like Her’’ dirigido por Amy S. Weber, só que com mais suspense e surpresas. Jay Asher conseguiu captar emoções como medo, arrependimento e culpa e mesclá-los em um só livro, mesmo que sejamos telespectadores, passamos a ser também o próprio personagem,a garganta chega a ficar seca como se fossemos os responsáveis por tudo que aconteceu,ficamos presos parágrafo após parágrafo tentando entender o que deu início a toda essa melancolia.  A história é narrada através dos olhos de Clay, um rapaz que tinha um dia-a-dia comum e vê todas as suas ações questionadas após receber um pacote com fitas gravadas por Hannah Baker, que havia cometido suicídio dias antes, porém, não foi apenas Clay que recebeu fitas com estranhas revelações, Hannah às enviou a todos que tiveram relação direta com sua decisão de suicídio narrando os porquês de sua escolha, agora, porque Clay foi o que mais ficou comovido, é algo que você terá que descobrir lendo o livro (Sorry, sem spoilers hoje).  Os 13 porquês não é só mais uma história sobre uma menina com problemas, É A HISTÓRIA! Não se trata de um livro para campanhas de conscientização, se trata de ação e reação, cansaço mental e a difícil decisão de optar por uma escolha só de ida, é conseguir sentir através de páginas a maneira com que tudo em volta continua seguindo enquanto dentro de alguém está se formando um furacão pronto para eclodir, a história não é sobre drama ou fraqueza da Hannah e sim sobre ter sido forte de mais por muito tempo. Minha sugestão é que corra para lê-lo assim que terminar essa review.  Uma adaptação para o cinema já está sendo feita e ao que tudo indica terá sua estreia ainda neste ano (2017), com Selena Gomez como protagonista, peço desculpa aos fãs da Selena, mas me questiono um pouco sobre essa escolha para protagonizar o filme, mas este é um assunto para outra review. Espero que os produtores sigam fielmente a narrativa do livro e que os atores consigam transmitir a mesma emoção que as páginas me transmitiram. A história com certeza é 10. O que eu sei é que, sendo no livro ou no filme, Clay nunca mais verá as pessoas e as situações à sua volta como antes e você também não será mais o mesmo após ler ‘’Os 13 porquês’’. 

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Bleach – Capítulo 686: Death and Strawberry (Final)

 (mais para “At Last and Repetition”)  Por Leonardo “Ikari Léo” Mendes  Bleach é um dos casos mais curiosos de como pode oscilar a fama de um mangá. Lançado em 2002 na conceituada revista Shonen Jump, o título de Tite Kubo se tornou popular praticamente de forma meteórica, com uma temática de “deuses da morte” tratada de forma mais cool (a julgar pela estética usada pelo autor em suas capas de capítulos e volumes do mangá). Com isso, personagens carismáticos, e uma história de ação acima do padrão Jump (a primeira saga, Soul Society, lembrava em muito a famosa saga do Santuário de Cavaleiros do Zodíaco, na estrutura e na qualidade), o título se tornava um dos pilares da publicação japonesa, junto com Naruto e One Piece. Tudo se encaminhava para se tornar um clássico. No entanto, em seu derradeiro capítulo, lançado na semana passada, sua aceitação passou bem longe do capítulo final do concorrente ninja, publicado ano passado.   Afinal, o que deu errado com o Bleach?    (Lembra dessa época? Bleach era legal pra caramba lá, né? Só que, hoje…)  Para quem acompanhou a obra até o final (um joinha pra você, porque com certeza não foi fácil), existem várias respostas pra essa pergunta, mas a principal é até óbvia: Tite Kubo e a Shonen Jump não souberam quando terminar o mangá. Ponto.   Já havia sinais de desgaste do mangá no decorrer de sua quarta saga, Hueco Mundo (“O Ichigo é humano, shinigami E hollow?? WTF??”, isso só pra citar um exemplo), e o ideal seria que a história terminasse ali, num suposto auge. Mas autor e editora não viram o momento e, assim como ocorreu como Dragon Ball e Death Note, títulos da mesma revista, decidiram continuar o mangá pra ver se o autor conseguir extrair alguma epifania, e se o título ainda rendia uns trocados. Ninguém sabe exatamente quem teve a maior parcela de culpa, mas é fato, depois disso, o título só foi ladeira abaixo.  Os capítulos posteriores de Bleach sofreram com vários problemas. Na saga Fullbring, um protagonista sem poderes (e fraco, não apenas no sentido literal), uma certa displicência na arte e a inserção de vários novos personagens sem necessidade (e carisma) deixaram o gosto de doce enjoativo. Quando foi finalizada, foi anunciado que Bleach teria a sua saga final, e aí muita gente se empolgou, já que, além dos gritos de “Finalmente!”, os vilões seriam os Quincies, os maiores inimigos mortais dos shinigamis. Só que… isso ocorreu em 2012, 4 anos atrás, né?  Não deu outra: Tite Kubo fez uma saga final arrastadíssima, e repetindo muito de seus erros anteriores, em vez de corrigi-los. Surgiu um exército de novos personagens, muitos deles bem genéricos, e dar a devida atenção ao elenco principal parecia não ser mais prioridade ao autor. Entre boas novidades (como a Guarda Real shinigami) e outras horríveis (o Soul King, que diabos fizeram com a Yachiru, etc.), Bleach conseguiu fazer com que muitos desse um grito de “BASTA, CANSEI”. Eu incluso.   (imagem: https://i.redd.it/ooedrzhg1u8x.jpg – melhor colocar como Thumbnail pro leitor clicar, porque é uma imagem bem grande)  (Melhor resumo possível da montanha russa que foi essa saga dos Quincies a um clique. Pode me agradecer depois.)  Aí vamos à cereja do bolo, o capítulo final de Bleach, que eu li mesmo assim (e acabei lendo o restante da saga por tabela). Aliás, o ideal é dizer que o final é composto desse último capítulo e do anterior (677: A Perfect End – que de perfeito não tem nada), pois eles se completam.   (“Shonen Jump Kids” – Novo anime anunciado da Toei – #sqn – ainda)  Basicamente, o que ocorre nesses dois capítulos: a Soul Society está em tempos de paz 10 anos após a vitória de Ichigo sobre Yhwach, onde está tudo bem e tudo bom com os personagens que sobreviveram, e agora, Rukia virou a chefe do Gotei 13, basicamente a mandachuva de lá. Até aí, tudo bem, apesar de que este último detalhe é a única coisa de fato interessante neste trecho, pois é precedido de muita lenga-lenga. Isso, seguido por uma possível volta do poder de Yhwach em certo lugar da Soul Society, que ninguém faz idéia de como ou por que apareceu, e que em tese seria uma baita emergência.   Porém, no último capítulo, o que temos? Rukia, que deveria ser a primeira pessoa a cuidar da situação, foi tomar um cafezinho com Ichigo e cia, trazendo o marido Renji, e supostamente a filha, a tiracolo. Sendo que: 1) a filha deles some e ela tá nem aí; 2) a Soul Society está com um problemão e ela nem foi avisada e, claro, não está nem aí.  Coerência? Tite Kubo não trabalha com isso. Que o diga o baita Deus Ex Machina que foi o que fez o Ichigo conseguir derrotar um inimigo supremo que tem o poder de alterar o futuro.  Em seguida, é mostrado qual destino foi dado aos personagens principais: Chad virou lutador de boxe – e o mais famoso entre eles. Ishida se tornou médico, como esperado. E, assim como Rukia e Renji, Ichigo e Orihime se casaram e tiveram um filho. Ambos os filhos, claro, misturam as características dos pais, e seguiram a carreira de shinigami. FIM.  O último capítulo pareceu bem familiar? Pois é. Se você leu o final do mangá de Naruto recentemente, irá perceber que Bleach fez quase um copy e paste, bem na cara de pau. Será esse um padrão agora de finais das obras da Shonen Jump? É quase um último capítulo de novela da Globo, só faltam as cenas de casamento mesmo.  Ah, nesse meio tempo, Kazui, o filho de Ichigo, sabe-se lá como e do nada, acaba com o último vestígio do poder de Yhwach sem querer, fazendo toda aquela sensação de perigo na Soul Society ir pro ralo em instantes. Seguido por um discurso sobre mortalidade e coragem feito por Aizen (ainda o melhor vilão de Bleach, disparado), que foi o único momento de destaque positivo nesse capítulo final. Mas ainda foi pouco.  Bleach chegou à sua conclusão e o choro é livre para alguns, mas para muitos outros, como no meu caso, é libertador. Deixando muitas perguntas pelo ar (duvida? Só nesse vídeo tem 50 delas), e junto do estigma de mediocridade adquirido ao longo do tempo, fica a reflexão de como poderia ter sido uma obra melhor, se Tite Kubo e seus editores tivessem tido mais cuidado ao longo do tempo ou se tivessem determinado terminar o mangá num momento mais apropriado. A maior certeza desse final, infelizmente, é a sensação de “Aleluia, finalmente acabou”.  Nota: 4/10.  *Leonardo “Ikari Léo” Mendes é novato no MinutaCast, embora já tenha escrito algumas coisas por aí em outros sites uns anos atrás. E também escreve algumas besteiras no seu twitter: @ikari_leo.

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Desventuras em série – melhor não olhar

Criado por Daniel Handler, Desventuras em série deu início as terríveis presepadas de três jovens em 1999, com o livro Mau começo. A partir de então, mais doze livros foram lançados, narrados por Lemony Snicket’s a trajetória de infortúnios que os jovens Claus, Violet e Sunny Boudelaire encontraram pela frente.  A série foi adaptada para o cinema em 2004, dirigida por Brad Silberling e narra à história dos três primeiros livros: Mau começo, Sala dos répteis e O lago das sanguessugas. O filme contou com a participação do ator Jim Carrey como o malvado Conde Olaf o que deu um toque totalmente cômico a narrativa mórbida da série. A escolha dos personagens foi o ponto crucial que faz com que quem assista ao filme se envolva com o enredo mesmo sem ter lido os livros.  Em 13 de janeiro de 2017, Desventuras em série, para a loucura dos fãs, virou série (sem trocadilhos). Na série, Neil Patrick Harris (da série How A Meet You Mother), foi o escolhido para dar vida a Conde Olaf. Ao contrário do filme, a série retrata as desventuras que os jovens Boudelaire passaram em todos os livros. Infelizmente para aqueles que leram toda a sequência de livros com certeza devem ter notado que algumas adaptações das quais não existem nos livros foram feitas na série, mas nada que atrapalhe o enredo.  É possível notar várias diferenças entre a série e o filme, a primeira diferença é entre o visual do filme e da série. No filme os cenários adotados juntamente com os figurinos dos personagens possuem uma pegada mais gótica dando um ar mórbido e triste, como se a vida dos jovens já não fosse triste o suficiente. Particularmente adoro o visual do filme, pois dá ênfase ao lado forte e determinada dos jovens, sem falar que deixa tudo mais sombrio.  Já na série, o visual, figurinos e ambientes são carregados de tons pastéis o que faz aparecer o lado mais inocente e singelo dos jovens, como se fossem simples jovens a mercê de um maluco e claro que sabemos que não são jovens comuns. Outra diferença surreal que faz parte da série é a presença real do Lemony Snicket’s durante os episódios,assim como ele narrava cada momento nos livros, na série ele aparece para comentar cada infortúnio que os jovens passam. Da mesma maneira que Lemony Snicket’s aparece a todo tempo (ALERTA DE SPOILER), conseguiram uma forma de conectar todos os segredos que rondam os jovens Boudelaire mostrando o que estava acontecendo em outras partes das cidades com seus pais e outros envolvidos com a organização secreta e isso realmente ficou sensacional essa forma de conectar todos os livros sem irem rápido demais e sem serem muito lentos. Última diferença, na verdade é mais uma coincidência que está intrigando a todos que assistem a série é sobre as atrizes que interpretam Violet serem tão parecidas, no filme (2004) Emily Browning deu vida a Violet e agora (2017) Malina Weissman interpreta a personagem e simplesmente as duas possuem uma semelhança incrível.  Bom, diferenças a parte tanto o filme quanto a série são nota 10 e vale muito a pena conferir, ou nesse caso, não conferir, afinal, quem quer ver uma série triste sobre três jovens mais tristes e ainda um maluco metido a ator? De qualquer forma o melhor mesmo é ir assistir um filme sobre um elfo feliz. É melhor não olhar. 

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