As crônicas do matador do rei – O nome do vento 

Quanto tempo demoraria para você contar a historia da sua vida? Uma ou duas horas? Para vidas bem vividas talvez nem em anos conseguisse contar todos os fatos, mas para Kvothe eram três dias. Um cronista acha uma lenda vida e o convence a contar sua historia e saber o peso da realidade que é trazida com ela.  

“Meu nome é Kvothe, com pronúncias semelhantes à de “Kuouth”. Os nomes são importantes, porque dizem muito sobre as pessoas. Já tive mais nomes do que alguém tem o direito de possuir”. (Cap. 7, Sobre os primórdios e os nomes das coisas). 

As crônicas do matador do rei foram criadas pelo louco barbudo conhecido como Patrick Rothfuss, seus livros contam a historia de Kvothe em toda sua vida até o ponto de onde ele esta contando para um cronista que descobre onde ele estava escondido. Kote ou Kvothe é o famigerado assassino do rei que tem sua vida encoberta de intrigas, grandes magias e acontecimentos que fariam um menestrel chorar. Não é qualquer um que conta, ele é conhecido como “Umbroso, Dedo-Leve, Seis-Cordas, Sem-Sangue, O arcano e finalmente o Matador do rei”. 

“Para que a história seja algo parecido com o livro de minhas proezas, devemos começar do princípio. Do cerne de quem realmente sou. Para isso, você precisa se lembrar de que, antes de ser outra coisa, fui um dos Edena Ruh.” (Cap. 8, Ladrões, hereges e prostitutas). 

No primeiro livro somos transportados para a infância do pequeno protagonista (ele é realmente baixinho) que foi criado em uma família de Edena que melhor traduzido ficaria como os nossos circenses. Um lar muito envolto por arte, sabedoria e principalmente música (a música é o grande amorzinho desse livro) em sua infância. Ele é uma criança extremamente curiosa que se vê instigada quando um arcanista se junta a sua trupe, o arcano é a pessoa formada na Universidade do país, que é um enorme complexo de prédios onde são juntadas as mais diversas variações de profissionalizações de um arcanista.  

Envolvendo-se com esse arcanista e mesmo após sua saída ele continua a querer aprender cada vez mais, mas ele acaba sendo envolto por um trauma: o assassinato de toda sua trupe. Os assassinos dos seus pais não são qualquer um, eles são os mais temidos demônios das lendas de onde vivem, eles são o chandriano. Sempre envoltos por mistérios e chamas azuis acabaram por matar todos e assim despertando a dor em uma criança que se vê sem nada na vida. 

“Quando na lareira azula o fogo, 
O que fazer? O que fazer? 
Correr para fora e se esconder 

Negros como o corvo os olhos dele a luzir 
Para onde fugir? Para onde fugir? 
Perto e longe se encontrarão. Logo, logo aqui estão. 

Viu um homem que rosto não tem 
Andar qual fantasma aqui e além? 
Qual é o plano? Qual é o plano? 

                                                 Chandriano. Chandriano.” 

Após isso ele se perde do mundo (tem uma cena que ele está na floresta que ele tenta se afastar da dor começa a tocar o alaúde de seu pai até as cordas se partirem, ate seus dedos esfolarem e se cortarem e até não ter mais lagrimas para correr sobre seu rosto). Logo após nos somos transportados para sua fase “morador de rua”, onde tudo faz com que ele vire um delinquente (e ele é um pouco), mas a bondade ainda existe nele enquanto ajuda outras crianças com apenas o ímpeto de ajudar, pois mesmo tendo esquecido todos os sonho ele ainda continua sendo uma boa pessoa.  

Afastado da vida e até mesmo da sua musica ele finalmente acorda e vai de encontro à Universidade, onde lá faz o teste e adentra para estudar e procurar informações sobre o chandriano, pois ele tem um desejo latente de vingança contra o grupo. Sua maior curiosidade dentro da Universidade além do arquivo (mais de ¾ de milhão de livros) é a arte da nomeação, uma arte que diz o seguinte: quando se sabe o nome de alguma coisa, seu real nome…Você a controla e ele ouviu o nome do vento quando era pequeno (dai o nome do livro) e vai atrás de aprender e se envolve com o nomeador mor da universidade, Professor Elodin. 

“O Arquivo continhas respostas, e eu tinhas muitas perguntas…”. (Cap 36, Menos Talentos). 

Elodin é um louco que no mínimo beira a genialidade. Faz cada merda com Kvothe que você chora de rir, mas fica intrigado com a real mensagem por traz de tudo aquilo. É maravilhoso ler as cenas dos dois. 

Mesmo dentro da universidade nos encontramos com diversos personagens decorrentes que fazem da historia ainda mais divertida e intrigante, como por exemplo: o IDIOTA Ambrose Dazno, que é o “antagonista” acadêmico do nosso jovem protagonista; Auri, a pequena e solitária refugiada que vive nos encanamentos do local (que já tem um livro para chamar de seu); Devi a agiota e muitos outros que não me convém dizer aqui, pois quero que vocês leiam e descubram.  

Os quatro cantos da civilização do livro são envoltos por magia, música e mistério em tudo. É aquele nada típico romance que todo mundo sonha em escrever na vida que Patrick oferece para todos lerem, eu sinceramente recomendo muito esse livro pela narrativa, historia muito bem feita e a poesia totalmente envolta no decorrer da historia que é como você estivesse em uma taverna escutando tudo sendo contado por um menestrel enquanto bebe um bom vinho ou uma boa cerveja.  

Sabe, o nome do vento entrou para a minha lista de melhores livros lidos na minha vida até agora, é aquele livro que você acaba guardando no coração do tanto que mexeu contigo. Já são milhares de livros vendidos em seus três volumes publicados onde são o nome do vento, o temor do sábio e o spin-off da Auri chamado de a música do silêncio. Todos publicados pela editora arqueiro, leiam meus caros.  

Um beijo dos cabelos de fogo.  

Nota: UM FUCKING 10! 

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